Tarsila do Amaral ganha nova leitura na decoração com a Westwing

Tarsila do Amaral continua ocupando um lugar raro na cultura brasileira.

Sua obra atravessa gerações, instituições, exposições, livros e, cada vez mais, novas linguagens de design.

Na coleção Tramas de Tarsila, a Westwing Collection aproxima esse repertório do cotidiano por meio de tapetes e capas de almofadas inspirados em algumas das imagens mais reconhecíveis da artista.

A parceria com a Tarsila do Amaral S/A transforma cores, formas e elementos presentes em obras como Abaporu, A Lua, Antropofagia e Manacá em objetos de decoração.

A proposta não está em reproduzir uma obra como pôster ou imagem de parede.

Está em deslocar seus códigos para outra escala e outra função.

Da tela para o interior da casa

Entre as peças da coleção estão o Tapete Romance, o Tapete A Lua, o Tapete Abaporu e o Tapete Floresta.

Produzidos em nylon, os modelos combinam cores intensas, formas orgânicas e referências diretas ao universo visual de Tarsila.

As capas de almofada seguem a mesma lógica.

Há versões inspiradas em Manacá, Autorretrato, A Lua, Antropofagia e Abaporu, algumas estampadas e outras bordadas.

Essa tradução funciona porque a obra de Tarsila possui códigos visuais muito reconhecíveis.

Verde, azul, rosa, volumes arredondados, paisagens imaginadas e figuras de proporções incomuns formam um repertório que continua associado imediatamente ao modernismo brasileiro.

Quando esses elementos passam para um tapete ou uma almofada, deixam o espaço institucional da arte e entram na rotina doméstica.

Brasil como repertório de design

O movimento também interessa por outro motivo.

Durante muito tempo, o design de interiores brasileiro buscou referências internacionais para construir uma ideia de sofisticação.

Coleções como Tramas de Tarsila trabalham na direção contrária.

O repertório brasileiro deixa de aparecer apenas como tema regional e passa a funcionar como linguagem de design.

É uma diferença importante.

Tarsila não está sendo usada apenas porque é uma artista brasileira conhecida. Sua obra oferece cor, ritmo, composição e formas suficientemente fortes para continuar produzindo novas interpretações quase um século depois.

A própria longevidade dessas imagens ajuda a explicar a força da coleção.

Uma casa pode incorporar arte de muitas maneiras.

Nem sempre ela precisa estar emoldurada na parede.

Às vezes, pode estar justamente no objeto que ocupa o chão, o sofá ou o cotidiano.

Compartilhe: