Casa ou apartamento: 6 erros na segurança residencial

segurança residencial

Escolher uma câmera de segurança ou um videoporteiro para casa ou apartamento exige mais do que comparar resolução, preço e quantidade de recursos. O próprio imóvel interfere diretamente na definição do equipamento e no local de instalação.

Campo de visão, distância da área monitorada, iluminação, conexão Wi-Fi e exposição ao tempo estão entre os fatores que podem determinar a qualidade do monitoramento. Uma câmera com alta resolução, por exemplo, pode não ser a opção mais adequada se o enquadramento deixar áreas importantes fora da imagem.

A questão ganha relevância diante do perfil das moradias brasileiras. Segundo dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 84,8% da população brasileira, cerca de 171,3 milhões de pessoas, vivia em casas. Os apartamentos representavam 12,5% dos moradores, participação que aumentou em relação a 2010, quando correspondia a 8,5%.

As diferenças entre os tipos de imóvel também aparecem na segurança. Casas costumam ter mais acessos, áreas externas, garagens, quintais e corredores laterais. Apartamentos, por outro lado, podem concentrar o monitoramento na porta de entrada, varanda e ambientes internos.

“Antes de pensar no equipamento, o morador precisa entender o que deseja acompanhar e quais são as características daquele espaço. Uma solução voltada para o portão de uma casa, por exemplo, pode ter necessidades diferentes daquela utilizada na entrada de um apartamento ou para monitorar um quintal”, explica Helena Pacheco, Gerente de Marketing da EZVIZ no Brasil.

A especialista aponta seis erros que podem comprometer o monitoramento residencial antes mesmo de a câmera ou o videoporteiro entrar em funcionamento.

1. Escolher a câmera apenas pela resolução

A resolução é importante para a qualidade da imagem, mas não deve ser o único critério na escolha de uma câmera. O campo de visão, a distância entre o equipamento e a área monitorada e o nível de detalhe desejado também precisam entrar na avaliação.

Uma câmera instalada para acompanhar um quintal amplo, por exemplo, terá necessidades diferentes de um equipamento direcionado para uma porta, corredor ou ponto específico de passagem.

“Um corredor estreito apresenta uma necessidade diferente de uma área externa ampla. Antes de comparar especificações técnicas, é importante definir o que efetivamente precisa aparecer na imagem e com qual nível de detalhe”, explica Helena.

Também é necessário diferenciar as funções de câmeras e videoporteiros. O videoporteiro está principalmente relacionado ao acesso da residência, permitindo visualizar e conversar com quem chega ao imóvel. Já a câmera pode acompanhar espaços como garagem, quintal, sala, corredor ou fachada.

Dependendo da configuração da residência, os dois equipamentos podem ser utilizados de forma complementar.

2. Ignorar os pontos cegos

O local mais fácil para instalar uma câmera nem sempre é o mais adequado para o monitoramento. Muros, pilares, móveis, árvores e elementos da própria construção podem bloquear parte do campo de visão.

Antes da fixação, é necessário observar o enquadramento a partir do ponto escolhido e verificar se os acessos e áreas considerados prioritários realmente aparecem na imagem.

Em casas, a análise pode ser particularmente importante em portões, garagens, quintais e corredores laterais. Nos apartamentos, a posição da porta, das varandas e dos ambientes internos pode determinar uma estratégia diferente.

3. Avaliar a câmera somente durante o dia

A iluminação de um ambiente pode mudar bastante ao longo do dia. Uma área bem iluminada durante a tarde pode ficar com pouca luz à noite. Janelas, luminárias e a incidência direta do sol também podem provocar contraluz e alterar a qualidade da imagem.

Por isso, observar o funcionamento da câmera apenas durante o dia pode gerar uma avaliação incompleta do equipamento.

“O ideal é pensar em como aquele espaço se comporta durante todo o período em que o morador deseja fazer o monitoramento. A quantidade e a direção da luz podem mudar bastante entre o dia e a noite”, afirma Helena.

4. Usar equipamento inadequado em áreas externas

Uma câmera instalada dentro de casa está sujeita a condições diferentes de um equipamento colocado em um portão, fachada, garagem aberta ou quintal.

Em áreas externas, chuva, poeira, umidade e variações de temperatura podem afetar o equipamento. Por isso, é necessário verificar se o modelo é indicado pelo fabricante para esse tipo de ambiente e conferir sua classificação de proteção contra água e poeira.

A escolha deve considerar, portanto, não apenas os recursos disponíveis na câmera, mas também as condições do local onde ela será instalada.

5. Presumir que o Wi-Fi terá o mesmo desempenho em toda a casa

Uma conexão de internet estável dentro da residência não garante que o sinal terá a mesma qualidade no portão, na garagem, no quintal ou em outro ponto distante do roteador.

Paredes, distância, diferentes pavimentos e outras barreiras podem interferir na estabilidade da conexão. Por isso, o teste deve ser realizado exatamente no local em que a câmera será instalada.

“Um erro comum é considerar apenas a qualidade da internet dentro da residência. O teste precisa ser feito no ponto em que o equipamento será efetivamente instalado”, explica Helena.

6. Pensar na alimentação elétrica só durante a instalação

A infraestrutura elétrica também precisa ser considerada antes da compra e da instalação. Dependendo do modelo escolhido e da posição da câmera, pode ser necessário avaliar a proximidade de tomadas, cabeamento ou outras formas de alimentação disponíveis.

Deixar essa análise para o momento da instalação pode revelar que o ponto escolhido não conta com a estrutura necessária para manter o equipamento funcionando.

“No planejamento do monitoramento, conexão e alimentação precisam ser analisadas junto com campo de visão e posicionamento. São cuidados simples, mas que fazem diferença na instalação e no uso cotidiano”, conclui Helena.

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